Imposto de importação de carro elétrico: alíquota de 35% e o que muda
A alíquota do imposto de importação sobe para até 35% em elétricos e híbridos. Veja quanto isso pesa no preço e como conferir o imposto antes de comprar.
Na mesma base de cálculo de R$ 100 mil, a diferença entre a alíquota de 25% e a de 35% do imposto de importação (II) é de R$ 10 mil. Esse valor entra no preço de todo elétrico ou híbrido trazido de fora, e quem pesquisa modelos agora precisa saber quanto ele pesa. Este guia explica quem paga, quais alíquotas valem para cada tipo, como a montagem no Brasil muda a conta e o que checar antes de assinar o contrato.
O que é o imposto de importação e quem paga
O imposto de importação incide quando um carro entra no país vindo do exterior. Quem recolhe é a importadora ou a montadora, mas o custo chega ao consumidor no preço final. Ele não é o IPVA, que o estado cobra todo ano, nem o IPI, que incide sobre a indústria.
Em janeiro de 2024, elétricos e híbridos importados começaram a pagar o II de forma gradual. Segundo a CNN Brasil, o objetivo foi estimular a produção nacional e conter a entrada de importados, especialmente chineses, que chegaram com preços agressivos.
Cronograma das alíquotas: quanto cada tipo paga
Os valores abaixo foram conferidos em reportagens da CNN Brasil de janeiro e junho de 2026. Não localizamos, nesta checagem, a resolução oficial com a tabela completa, então confirme a alíquota vigente na Receita Federal antes de fechar negócio.
| Tipo (sigla) | Alíquota até julho de 2026 | Teto previsto a partir de julho de 2026 |
|---|---|---|
| Elétrico puro (BEV, de battery electric vehicle) | 25% | 35% |
| Híbrido plug-in (PHEV) | 28% | 35% |
| Híbrido sem tomada (HEV) | 30% | 35% |
O que a conta muda no seu bolso
O imposto incide sobre o valor do veículo na entrada no país, e não sobre o preço anunciado. Por isso, o valor exato depende de uma base de cálculo que o anúncio não mostra. Use a regra prática: cada ponto percentual sobre a base equivale a 1% dela.
Exemplo com números redondos e hipotéticos: sobre uma base de R$ 100 mil, o II sobe de R$ 25 mil para R$ 35 mil quando a alíquota vai de 25% a 35%. Em uma base de R$ 200 mil, a diferença chega a R$ 20 mil. Para comparar com um híbrido de preço parecido, leve esse valor para a conta do custo total.
Por que a montagem no Brasil muda o jogo
Montar o carro no país costuma reduzir o imposto, porque a importação passa a ser de peças e não do veículo pronto. O regime exato depende de cada fabricante. Segundo a CNN Brasil, algumas marcas já produzem modelos aqui para diminuir a exposição à tributação.
Modelos com produção nacional já anunciada
- BYD: monta Dolphin Mini, King e Song Pro na unidade de Camaçari (BA), e anunciou o Song Plus como quarto modelo produzido no local.
- GWM: monta o SUV Haval H6 em Iracemápolis (SP).
- Chevrolet: a produção nacional do Spark EUV, elétrico, está confirmada para Horizonte (CE).
Produção anunciada não significa que toda versão seja fabricada aqui. Confirme se a configuração que você quer sai da fábrica brasileira. Para entender o que a parceria da GM com a China muda na oferta, leia GM elétricos e híbridos no Brasil com a China: o que muda para você.
Mover e IPI: o que perguntar ao vendedor
O Programa Mover é uma política industrial, criada por lei, com regras tributárias ligadas a eficiência energética, reciclabilidade e menor emissão de poluentes. Seus benefícios dependem do enquadramento do veículo e da montadora. Não são automáticos para o comprador, e a reportagem do O Antagonista lembra que eles não eliminam diferenças práticas de preço.
Este guia não traz alíquotas de IPI por modelo, porque elas mudam com as portarias e o enquadramento técnico. Peça por escrito a alíquota de II e de IPI usada no preço do carro e o enquadramento no Mover.
Vale a pena comprar agora? Prós, contras e alternativas
A análise abaixo se baseia em dados públicos e reportagens, não em testes de direção.
| Opção | Efeito do imposto | O que observar |
|---|---|---|
| Elétrico importado | Mais alto: 25% a 35% sobre a base de cálculo | Garantia, rede de atendimento e peças, que podem subir com o imposto |
| Híbrido importado | Entre 28% e 35%, conforme o tipo | Consumo real e disponibilidade de oficina na sua cidade |
| Montado no Brasil | Tende a ser menor, pois a importação é de peças | Confirmar se a versão exata é produzida no país |
| Usado já nacionalizado | Sem novo II sobre o veículo | Saúde da bateria e histórico, como no checklist de usado |
Prós: a produção local e a concorrência entre marcas podem segurar preços, e o zero-quilômetro vem com garantia de fábrica. Contras: o imposto encarece os importados, peças importadas tendem a acompanhar o reajuste e a regra pode mudar de novo.
Passo a passo para conferir o imposto antes de fechar negócio
- Descubra se o modelo é importado ou montado no Brasil. Confira o local de produção no site da marca e pergunte ao vendedor.
- Peça a proposta com preço à vista e financiado, discriminando o que está incluído e o que é cobrado à parte.
- Pergunte a data de nacionalização do carro, porque ela define a alíquota aplicada.
- Some ao preço os custos de cinco anos: IPVA do seu estado, seguro, energia e manutenção.
- Confirme a garantia da bateria e a rede de atendimento na sua cidade, antes de pagar qualquer sinal.
- Guarde a proposta por escrito, com alíquota de II e enquadramento no Mover citados.
Para comparar modelos por preço e autonomia antes de decidir, veja a lista de carros elétricos mais baratos do Brasil em 2026.
Perguntas frequentes sobre imposto de importação
Quem paga o imposto de importação de um carro elétrico?
Quem recolhe é a importadora ou a montadora. O custo, porém, aparece no preço final que você paga.
Carro elétrico montado no Brasil paga imposto de importação?
Em geral paga menos, porque a importação é de peças e não do veículo completo. A alíquota exata depende do regime de cada fabricante.
Qual é a alíquota do imposto de importação de elétricos em 2026?
Até julho de 2026 era de 25% para elétricos puros, 28% para plug-in e 30% para híbridos sem tomada. O teto previsto é de 35%. Confirme a alíquota vigente na Receita Federal.
Imposto de importação é o mesmo que IPVA?
Não. O IPVA é cobrado pelo estado todo ano. O imposto de importação incide uma vez, na entrada do carro no país.
Vale a pena esperar o preço cair?
Depende do modelo. Se a alíquota máxima já estava prevista, a espera só compensa se houver anúncio de montagem local ou promoção real. Compare propostas por escrito antes de decidir.
Próximo passo: monte sua planilha de custo
Escolha até três modelos que cabem no seu orçamento e descubra a origem de cada um. Peça às concessionárias a proposta com o imposto discriminado e compare o custo total em cinco anos, não só o preço de tabela. Com esses três números em mãos, a decisão deixa de depender do anúncio.
Perguntas frequentes
Quem paga o imposto de importação de um carro elétrico?
Quem recolhe é a importadora ou a montadora. O custo, porém, aparece no preço final que o consumidor paga.
Carro elétrico montado no Brasil paga imposto de importação?
Em geral paga menos, porque a importação é de peças e não do veículo completo. A alíquota exata depende do regime de cada fabricante.
Qual é a alíquota do imposto de importação de elétricos em 2026?
Até julho de 2026 era de 25% para elétricos puros, 28% para plug-in e 30% para híbridos sem tomada, com teto previsto de 35%. Confirme a alíquota vigente na Receita Federal.
Imposto de importação é o mesmo que IPVA?
Não. O IPVA é cobrado pelo estado todo ano, enquanto o imposto de importação incide uma vez, na entrada do carro no país.
Fontes e referências
Gostou?